quinta-feira, 18 de março de 2010
Vencendo o Fracaso Escolar
A principal razão do Fracasso Escolar está relacionada ao desenvolvimento das habilidades de ensino-aprendizado eficientes. Se o processo de ensino aprendizado aportou habilidades suficientes para fomentar suas capacidades, alcançando o aprendizado do aluno. Neste processo estão envolvidos pais alunos, professores. Muitas vezes se gasta muito tempo para identificar traumas e culpar processos emocionais. Com isto não queremos menosprezar os processos emocionais, que sabemos são importantes, pois nossos filhos podem apresentar problemas emocionais ao sentir que não possui valor próprio e pensar que podem perder nosso amor e aceitação ao fracassarem na escola. Porém, sabemos que à medida que o orientador escolar identifique e juntamente com o aluno comece um programa para desenvolvimento de habilidades e estratégias para obtenção do êxito escolar. Nossos filhos experimentarão uma melhora significativa do bem estar emocional e físico decorrente desta vitória.
Temos que identificar o porquê ela não aprendeu e o que não aprendeu. O porquê e o quê este jovem ou criança não aprendeu podem ter muitas explicações, mas dependendo de sua idade e da série que se encontram serão aplicados testes básicos e específicos. Se a criança estiver nas séries iniciais ou no 1º ciclo do Ensino fundamental o avaliador poderá centrar-se nos testes para avaliações das habilidades visuais, auditivas motrizes e fonológicas. Além disso, deve-se avaliar os recursos prévios, como hábitos de autonomia, estilo educativo dos pais, hábitos de estudo, acompanhamento escolar dos professores e pais, se sabe ler e escrever e quais as dificuldades específicas de aprendizagem.
Há baterias de testes específicos para avaliar e identificar as possíveis causas do não-aprendizado. Se começa por alguns testes básicos e se houver necessidade se aplicam testes específicos e depois será desenhado um programa de intervenção individualizado para cada aluno.
Se for adolescente, os hábitos de estudo dirão muito. Há muitos estudantes que não seguem um método de estudo, há outros que simplesmente não estudam e não conseguem manter a atenção e o olhar no professor. Também há alunos que estudam muito e não tem rendimento satisfatório. O problema é quando o adolescente vem se arrastando e a cada ano passa raspando, quando as exigências de hábitos de estudo se tornam imprescindíveis ele fracassa por não o haver desenvolvido. Porém, se este adolescente realmente quiser e for incentivado com um bom programa de intervenção e um ótimo profissional, ele conseguirá ter êxito. Agora cabe dizer que as intervenções quando combinadas com o seguimento dos pais e dos professores terá muito mais chances de êxito.
Apesar de parecer extenso todos os itens a serem avaliados, o processo de avaliação não é necessariamente demorado. Em uma semana é possível aplicar os testes e elaborar o programa de intervenção a ser seguido pelo aluno pais e professores.
A intenção ao escrever este artigo lançar é um pouco luz sobre este tema e animar as famílias que manifeste seu amor a seus filhos através do incentivo com palavras de ânimo, de afeto, valorizando seus filhos por suas pequenas conquistas diários e também perdoando suas faltas.
Rosa Maria de Oliveira del Pino - mestranda em Psicologia da Educação UIMP
quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
Melhorando Nossa Comunicação: A Escuta Ativa
O objetivo central destes estudos é ajudar a famíla nos desafios diarios que enfrenta. Um deles é a comunicação que pode ajudar na resolução de conflitos como pode gerar conflitos ainda piores. Esperamos que seja de ajuda.
A Escuta Ativa é uma técnica que precisa ser um hábito em nossas vidas, não é algo nato. Os bons comunicadores, os psicólogos e os líderes fazem uso dela, aprendem a usá-la e a aplicam em seu dia a dia. Nos próximos artigos estaremos escrevendo mais sobre a comunicação e sobre a Escuta Ativa.
A melhor forma de escutar ativamente é estar atento a todo o processo de comunicação. Ouvir o que a outra pessoa está falando e prestar atenção em toda a comunicação não verbal: o que ela está “falando” com os gestos, com sua expressão com, os movimentos do corpo? E além disso, dar sinais claros verbais e não verbais de que estamos prestando atenção e escutando-lhe.
Dentro do âmbito Não Verbal, nossos sinais de Escuta Ativa são:
• Olhar diretamente nos olhos.
• Aproximar-se fisicamente com a postura um pouco inclinada em direção ao nosso interlocutor.
• Expressão facial de atenção. Expressão que demonstra claramente interesse. Se alguém não souber pode ensaiar no espelho.
• Movimentos com a cabeça e com as mãos, para estimular nosso interlocutor.
• Refletir em nosso rosto a emoção que a outra pessoa sente, no entanto, sempre que possamos devemos sorrir. O sorriso elimina barreiras e animosidades, porém deve ser usado com sabedoria e no momento correto, se a pessoa demonstra tristeza, devemos empatizar com ela.
Dentro do âmbito Verbal nossos sinais de escuta ativa são:
• Emitiremos palavras que demonstrem nossa atenção e quando for possível nosso apoio: “lógico”, “ claro”, “compreensível”, etc.
• Formularemos perguntas para esclarecer ou ampliar o conteúdo da mensagem: ex.: você acha? , que aconteceu?, etc.
• Facilitaremos a comunicação fornecendo palavras que supomos que o outro está tentando lembrar.
• Repetiremos algúm conteúdo que sobressaia pela sua importância ou transcendência. Ex: “ então você acha que o que passou foi...”.
• Faremos um breve resumo dos aspectos chaves. É bom fazer isso quando a conversa foi longa, ou sempre que achar necessário.
• Regra de ouro: Não interromper. Especialmente quando a pessoa trata de expressar seus sentimentos íntimos difíceis de compartilhar.
Até a próxima!
Rosa Maria de Oliveira del Pino
segunda-feira, 10 de novembro de 2008
Falando Sobre Nossas Crianças!
“Filhos, obedeçam aos seus pais no Senhor, pois isto é justo. ‘Honra a teu pai e tua mãe’ – este é o primeiro mandamento com promessa – ‘para que tudo te corra bem e tenham longa vida sobre a terra’. Pais, não irritem seus filhos, antes criem-nos segundo a instrução e o conselho do Senhor” - Ef 6.1-4
Para instruir é necessário saber o que significa a palavra “instruir”: proporcionar conhecimentos ou formação, ensinar e formar. Instrução: conjunto de conhecimentos que uma pessoa possui, conjunto de exercícios de adestramento, ordem ou norma que se deve seguir para realizar determinada atividade (ex: manual de instrução). Ensinar: fazer com que uma pessoa aprenda um conhecimento, habilidade, experiência, etc.
Uma pergunta que devemos fazer é como a criança aprende. Para instruir devemos ter, como o texto mostra, os objetivos fixados de preferencia pelos pais antes da criança nascer. A criança não é tábula rasa, ela já vem com uma parte geneticamente definida, mas ela tem que ser ensinada sobre tudo. A criança é muito absorvente, absorve das pessoas e do seu contexto social, porque é imitativa, imita o que vê. Ela aprenderá mais do nosso exemplo que das nossas palavras. Ela aprende com sua inteligência, com seus sentimentos, com as experiências sensoriais, com seu corpo, com tudo o que está à sua volta. Ela quer aprender.
Portanto, nós precisamos ensinar. Há várias teorias de educação e podemos tirar o que é bom de cada uma delas. Há vários sites que podemos consultar e que há instruções segundo fases de desenvolvimento, conforme a idade.
No entanto, gostaria de apontar para a direção dos valores, que é a direção que a Bíblia aponta. A Bíblia é uma fonte inesgotável de ensino para crianças e adultos e não devemos esquecer que a criança também é um ser espiritual e necessita de firmes valores nesta área.
Para auxiliar-nos nessa tarefa de educar os filhos, quero dar algumas sugestões:
a) Leia a Bíblia com ela. Toda criança necessita da fé, da relação com Deus. Ela só pode ter uma relação com Deus se for ensinada e a Bíblia é clara quando diz que devemos instruí-la quanto ao caminho que deve andar.
b) Evite esconder-se ao sair de casa para não enfrentar o choro da criança. Deve-se dizer ao bebê que a mamãe ou o papai volta e fixar um limite de tempo para esse retorno relacionado com alguma atividade da criança.
c) Não aproveitar do medo que a criança tem. Toda criança passa pelo que chamamos de medos evolutivos. É normal e com a ajuda dos pais ela poderá superar. Evite amedrontá-la utilizando seu medo.Até nossas canções de ninar usam desse artifício de modo pernicioso. “nana nenen”, “boi da cara preta”. A criança está sozinha, desprotegida, que medo heim?
d) Evite prometer demais. Não faça promessas impossíveis, procure não prometer algo que não vá cumprir. O importante para a criança não é possuir coisas e, sim, ter seus pais junto a ela, bincando e passando tempo juntos. Por isso, quando prometer procure cumprir..
e) Procure não encher a criança com presentes. Ela precisa aprender a querer algo, a desejar algo. A criança não se realiza com brinquedos que ela não desejou.
f) Evite fazer de seu filho uma criança birrenta, uma criança não nasce birrenta. Aprenda a ouvir e atender seu filho antes que ele tenha que montar um circo para ser ouvido.
g) Evite mentir para seus filhos. A realidade é que todos nós mentimos em alguma situação. Não mentir não significa dizer toda a verdade, mas sim dizer toda a verdade que segundo seu desenvolvimento, ela possa entender.
h) Evite brigar na frente e longe da criança. Aprender a falar a verdade em amor sem ter que brigar e o outro ouvir sem se fazer de vïtima deve ser o nosso objetivo. Isso é uma técnica e se chama “brigar a limpo”, podemos aprender a falar sober nosso sentimentos sem gritos, acusações e sem manipulações. Não é fácil, é mais fácil fazer chantagens, mas podemos aprender.
i) Não fale mal do pai ou da mãe da criança. Este é o unico pai ou mãe que ela tem, ela não pode trocar de pai ou mãe. Isso é colocar a criança para que decida com quem quer ficar, é cruel e pode destruir a parte emocional da criança. Ela ama os dois e tem esse direito e precisa dos dois para se desenvolver. Se o pai ou mãe for ruim é o unico que ela pode ter.
j) Não deixe seu filho fazer o que quer. Ele não sabe o que é bom para ele, por isso Deus te colocou como pai e mãe. É necessário ensinar, dar instruções, apontar, corrigir. Uma criança só pode prever as consequencias de seus atos após os 18 anos. Seja claro, coloque para ele o que vocês querem e desejam para eles, dê conselhos, é altamente instrutivo.
quinta-feira, 3 de janeiro de 2008
Conselhos Para as Nossas Compras
“Os conselhos são importantes para quem quiser fazer planos,
e quem sai à guerra precisa de orientação” – Pv 20.18
Quando começa o ano é comum fazermos planos para o novo ano que se inicia. Os planos são necessários para as nossas vidas e devem fixar objetivos concretos. Melhorar nossa vida exige disciplina e esforço e a Bíblia afirma que os nossos planos precisam de orientação, ou seja, de princípios. As estatísticas sempre apontam que ao iniciar o ano as pessoas cada vez estão mais endividadas. Profissionais de diversas àreas que exercem suas profissões com responsabilidade e cautela, ao saírem às compras, o fazem sem nenhuma estratégia de consumo, consumindo compulsivamente levando ao endividamento.
O desejo humano de consumir e possuir é infinito e as instituições de propaganda sabem disso, utilizando o nosso desejo para que compremos mais. Por outro lado, os nossos recursos e orçamentos domésticos são finitos e limitados. Para manter o equilíbrio entre essas duas coisas se torna necessário princípios e estratégias. Assim, seguem alguns conselhos que espero serem úteis para as nossas famílias:
1. Valorizar o contato pessoal diário com os nossos filhos. Sua sede de consumir pode estar relacionada com a ausência de afeto e comprar-lhes muitos brinquedos caros não supre essa carência.
2. Planejar as nossas prioridades como família. Chamar os filhos para participar da elaboração do orçamento doméstico poderá ser uma surpresa agradável como família e eles se sentirão membros participantes.
3. Separar um caderno e por nele “todos” os seus gastos, inclusive os diários, mensais, semestrais e anuais. Inclua, também, diversão, férias e viagens. Roupas, calçados e acessórios precisam entrar no orçamento, senão serão comprados compulsivamente. Deixe um espaço para anotar os gastos diários para ver onde excedemos.
4. Antes de comprar faça as seguintes perguntas:
a) Eu realmente preciso disso?
b) Ela está na minha lista de prioridades?
c) Eu posso passar sem comprar esse produto?
d) Eu tenho dinheiro e preciso aplicar nessa compra? Posso substituir por um produto que tenha as mesmas qualidades e seja mais barato?
Com base nas perguntas veja o que pode ser cortado do orçamento.
5. Dê preferência às “marcas brancas”, ou seja, produtos com a marca do supermercado. Geralmente são produtos excedentes comprados de fábricas conhecidas, com embalagem mais simples, sem propaganda específica e, por isso, pagamos mais barato.
6. Sabemos que gastamos mais com produtos de higiene pessoal e de limpeza doméstica. Geralmente os produtos básicos são suficientes. Os produtos de higiene pessoal não são embelezadores e nem fazem tratamento, para isso é necessário comprar produtos específicos.
7. Produto comum como o vinagre é útil para a limpeza de vidros, parte interna dos guarda-roupas para evitar mofo e de tênis (eles ficam limpinhos!). Usá-lo diretamente em um pano úmido sem diluição.
8. O bicarbonato de sódio deve ser usado para limpar os interiores de geladeiras, microondas, fornos e freezers. Além de tirar o cheiro, conserva e não tem perfume. É só diluir uma colher de sopa em um litro de água morna e passar com um pano.
9. Evite embalagens com muitas cores, brilho e personalizadas. Geralmente custam mais que o produto contido.
10. Dê uma olhada no seu guarda-roupa e compre peças que combinem com as que você já tem. Isso te dará mais possibilidades de uso.
Como você pode ver, apesar do refrão popular de que “se conselho fosse bom, não se dava, vendia”, a Bíblia diz que os conselhos são importantes. Espero que estes conselhos possam ser bênçãos em sua vida familiar.
Rosa Maria de Oliveira del Pino
quarta-feira, 12 de dezembro de 2007
Hopedar: Uma Bênção de Deus!
Lc 2.7b
Todos nós gostamos do Natal, das ruas enfeitadas de luzes, as grandes e belas árvores que os centros comerciais fazem, é tudo tão lindo!... Mas as luzes e as bolas brilhantes de variadas cores escondem uma grande falta: a falta de vontade de hospedar.
Maria quando já estava com contrações para dar à luz não encontrou nem hospedaria, nem ninguém que a quisesse hospedar. Por isso, deu à luz seu primogênito em uma estrebaria, o envolveu em panos e o colocou numa manjedoura. Maria e José, como pais zelosos, sabiam que aquele lugar não oferecia as condições de higiêne e conforto, mas fizeram o que estava ao seu alcance. Era isso o que podiam fazer naquele momento para que seu filhinho não ficasse ao relento, era melhor ficar debaixo de um teto aquecido junto aos animais.
A Bíblia nos ensina a hospedar e também como fazê-lo. É o que lemos em Rm 12.13: “compartilhem o que vocês têm com os santos em suas necessidades. Pratiquem a hospitalidade.” Hospedar é isso, é compartilhar o que temos com o nosso próximo. Por isso, gostaria de compartilhar algumas coisas práticas que aprendemos nestes 25 anos em que estamos exercendo a hospitalidade:
1. Não se preocupe em impressionar o visitante, ele apenas quer sua atenção e companhia.
2. Ore por seus visitantes para que o Senhor use esse tempo em sua vida e na de seus convidados.
3. Não se meta em dívidas, o Senhor somente quer que você compartilhe o que tem, não o que gostaria de ter.
4. Não faça receitas mirabolantes e caras, um bom arroz com feijão, salada e bife agradam mais que qualquer outro prato que a deixará cansada e com menos tempo para desfrutar da visita.
5. Não faça receitas novas, use aquelas que você sabe fazer bem e que agrada a todos. Tentar uma receita nova pode se transformar em uma decepção para você.
6. Lembre-se de que vocês não estão sendo avaliados, o visitante só precisa de um pouco de atenção. Todos somos imperfeitos.
7. Mantenha a casa em ordem, mas não é preciso que esteja impecável. Não fique fazendo grandes faxinas antes e durante a presença de seus convidados. Aproveite a presença deles e relaxe.
8. Procure fazer as coisas de modo que sua rotina seja mantida. Inclua passeios desde que isso não tumultue sua rotina. Deixar suas atividades normais para agradar o visitante pode fazê-lo sentir que está atrapalhando.
9. Receber um convidado pode ser uma ótima oportunidade para rirem juntos e ensinar os filhos a compartilhar o que têm.
10. Tente compensar seus filhos por precisarem emprestar seus quartos aos visitantes. Sempre os compensávamos com algo simples a ponto de fazerem escalas para ver quem quem seria o próximo a emprestar o quarto.
11. Se há assuntos não tratados entre os membros da família, é melhor não ficar expondo o problema a seus convidados.
12. Procure saber com antecedência se o visitante tem alguma limitação física (nesse caso, afaste os móveis, etc) ou intolerância a algum alimento, bem como suas preferências.
13. Sendo possível, faça todos os cafés e sucos sem açúcar e prepare os alimentos sem usar caldos em tabletes, molho de soja e margarina, devido o glutamato monossódico que pode causar alergia grave; as sobremesas podem ser gelatina ou uma fruta de época.
14. Coloque etiquetas com a voltagem elétrica nos banheiros e quartos.
14. Ao receber crianças mantenha os remédios e produtos de higiêne e limpeza fora do alcance delas para evitar perigos.
15. Ao receber crianças guarde os brinquedos favoritos de seus filhos, ele pode emprestar outros de que goste menos e assim evita-se desconforto entre todos.
16. Ao receber crianças estabeleça os horários e escalas para uso de videogame, computador e TV e avise antes.
Não desanime, hospedar é prestar um serviço aos santos e um dom a serviço de Deus. Talvez um dia possa ser surpreendido como afirma o texto bíblico: “não se esqueçam da hospitalidade, foi praticando-a que sem o saber, alguns acolheram anjos” (Hb 13.2). Que Deus nos abençoe!
Rosa Maria de Oliveira del Pino
terça-feira, 20 de novembro de 2007
A Organização da Casa
Além disso, a organização é condizente com a Palavra de Deus (Tt 2.3-5). No verso 5, o apóstolo Paulo põe em relevância a prudência, a pureza e o sermos boas donas de casa. Hoje em dia a sociedade vê o trabalho doméstico como algo sem valor e até depreciativo. Precisamos nos apegar à Palavra de Deus para aprender a valorizar o serviço doméstico e, por meio dele, demonstrar amor ao marido e aos filhos. Amando desta forma, podemos demonstrar à sociedade atual o valor da família, da fé e do serviço a Cristo. Com mais tempo podemos nos dedicar a outras tarefas importantes, como o desenvolvimento dos nossos dons e talentos no Corpo de Cristo.
Diante disso, seguem algumas sugestões, que se levadas a cabo, poderão facilitar a tarefa de organização da casa:
01. Não faça da organização da casa um campo de batalha. Escreva todas as atividades e responsabilidades domésticas e compartilhe com sua família para que todos participem na divisão das tarefas. Faça-os entender com amor que você não pode fazer tudo sozinha.
02. Reparta os serviços domésticos, elaborando um quadro de tarefas: o tempo para cada tarefa, o dia, o horário de início e término das tarefas. Isso deve ser feito com amor e paciência, não exigindo que tudo saia perfeito porque, afinal, eles estão aprendendo.
03. Elabore uma lista para tarefas que não são feitas todos os dias, como faxina da cozinha, limpeza de áreas externas, faxina dos banheiros, etc. Divida a faxina de cada segmento e o cuidado com as roupas em dias alternados, mesmo que você tenha ajudante.
04. Organize os armários conforme o uso de maneira que cada coisa possa ser facilmente encontrada.
05. Utilize diversos tipos de caixas e arquivos que se encontra no mercado para organizar pequenas coisas.
06. Faça um orçamento doméstico, junto com a sua família, constando de: receita, despesas fixas e despesas eventuais.
07. Organize um tempo diário para leitura pessoal da Bíblia e combine com a família os dias e horários para o culto doméstico.
Não se esqueça de colocar todas estas coisas nas mãos de Deus e, assim, ter tranqüilidade e possibilidade de desenvolver outras atividades e ministérios.
Rosa Maria de Oliveira del Pino
terça-feira, 6 de novembro de 2007
Melhorando nossa comunicação
No entanto, é necessário dedicar mais atenção à nossa comunicação diária com a finalidade de melhorá-la, pois é da comunicação que advém os maiores conflitos e as maiores bênçãos. Como ajuda a todos nós, casais e famílias, gostaria de sugerir algumas regras feitas por especialistas:
1. Busque um momento diário para orarem juntos, um pelo outro e para lerem a Bíblia. Ore sempre antes de apresentar a dificuldade ao seu cônjuge e peça a Deus sabedoria e a oportunidade adequada para conversarem e colocarem tudo com amor. Lembre-se que Deus é o Deus que sempre se comunicou e ainda se comunica conosco!
2. Se deseja captar a atenção de seu cônjuge e lograr que este escute com vontade de colaborar, aproxime-se de forma agradável. Se nos aproximamos com acusações, o mais provável é que o outro atue na defensiva e se predisponha negativamente.
3. Espere o momento oportuno para tratar o problema. Não conseguimos nada aproximando-nos de maneira agradável, porém no momento inadequado. O melhor é pedir ao nosso cônjuge que determine o melhor momento.
4. Ao apresentar o problema seja específico, deve ser uma abordagem concreta. Uma abordagem vaga geralmente recebe respostas vagas.
5. Diga o que gostaria, não o que você não gosta. Se você aborda o problema explicando o que você não gosta, estará assumindo uma postura crítica e negativa de abordagem do tema, e essa não é a melhor maneira de obter colaboração. Se dizemos o que gostaríamos, estamos fazendo uma petição, que sempre é muito mais agradável do que uma crítica.
6. Expresse sua parcela de responsabilidade. Se somos capazes de expressar nossa responsabilidade no assunto abordado, é mais fácil que o outro também assuma sua própria responsabilidade.
7. Expresse seus sentimentos. Às vezes, abordamos as coisas de maneira demasiadamente prática e racional. Assim, damos a impressão de que somos calculistas. Se os sentimentos não se expressam, o outro parte do pressuposto de que os sentimentos não importam.
8. "O bom se for breve, é duas vezes bom". Seja capaz de expressar as coisas evitando divagações. O ideal é que esboce os pontos principais que você quer tratar.
9. Evite trazer à tona coisas do passado. Falar do presente é ser realista, é enfocar os problemas com o fim de solucioná-los, e falar do futuro implica confiança de que os problemas serão resolvidos.
10. Sempre ofereça alternativas de solução. Quando nos limitamos a expor os fatos diante de uma dificuldade, atribuímos ao outro a total responsabilidade de encontrar a saída e damos a entender que não somos companheiros na busca de soluções.
Rosa Maria de Oliveira del Pino